O ChatGPT apresentou instabilidade na manhã desta terça-feira (1º), e o motivo foi a explosão de acessos causada pelo popular filtro de imagens que reproduz os traços do Studio Ghibli, conhecido pelas obras do cineasta Hayao Miyazaki.
De acordo com o CEO da OpenAI (a desenvolvedora da plataforma de inteligência artificial), Sam Altman, o chatbot conquistou 1 milhão de novos usuários em apenas uma hora na segunda-feira (31).
“O lançamento do ChatGPT 26 meses atrás foi um dos momentos virais mais insanos que eu já vi, e nós ganhamos 1 milhão de usuários em cinco dias”, comparou Altman em publicação na rede social X (ex-Twitter).
Segundo o site especializado TechCrunch, a explosão de popularidade fez o ChatGPT alcançar 500 milhões de usuários que acessam o site ao menos uma vez por semana e 20 milhões de assinantes que pagam a partir de US$ 20 ao mês. Eram, no fim do ano passado, 300 milhões de pessoas com um ou mais acessos por semana e 15,5 milhões de assinantes.
Por outro lado, o crescimento repentino trouxe problemas. Os servidores da OpenAI chegaram ao limite, comprometendo os serviços da empresa.
“Estamos colocando a situação sob controle, mas vocês devem esperar que lançamentos se atrasem, que coisas quebrem e que as ferramentas estejam lentas, enquanto lidamos com os desafios de lotação”, afirmou Altman.
Os usuários que relataram falhas nesta manhã recebiam, em vez do resultado esperado, a seguinte mensagem: “Ops… parece que algo deu errado.”
No mesmo post, Altman divulgou que procurava alguém que tivesse chips gráficos da Nvidia sobrando. O equipamento é usado para rodar os grandes modelos de IA, como o ChatGPT e seus concorrentes.
Por causa da alta procura, a startup já havia adiado, no último dia 26, o lançamento da opção de gerar imagens dentro do ChatGPT para os usuários que não pagam assinatura da ferramenta. A expansão ocorreu na segunda.
Além disso, o funcionamento da ferramenta geradora de vídeos Sora foi suspenso.
Se por um lado, Altman chegou a implorar para que os usuários deixassem de usar o ChatGPT para gerar imagens; por outro, ele mesmo aderiu à tendência e passou a usar um retrato com traços de animação japonesa.
Perfis oficiais da Casa Branca e do governo da Índia também usaram inteligência artificial para reproduzir o estilo característico do Studio Ghibli.
O momento memético fez usuários relembrarem que Miyazaki é um crítico à tecnologia e a chamou de ‘um insulto à própria vida’. Além disso, artistas americanos processam ferramentas de IA, alegando que seus estilos foram roubados.